Do Vaticano ao Coliseu, da Fontana di Trevi às praças famosas — um roteiro de 3 dias em Roma com o que visitar, como se locomover e dicas práticas para organizar sua viagem.
Roma em 3 dias: roteiro completo para aproveitar a “cidade eterna”
A história de Roma começa há mais de 2.500 anos, quando era conhecida como “A Cidade Eterna” pelos poetas da Roma Antiga. Visitar a cidade tem um efeito curioso: você chega achando que já a conhece de tanto ter visto em filmes, séries e fotos, e aí percebe que não tinha a menor ideia da sua grandeza. Se você está planejando sua visita, montei aqui um roteiro de 3 dias em Roma com o que eu fiz, o que valeu e o que eu recomendo.
– Dia 1: Piazza del Popolo, Fontana di Trevi, Panteão e Igreja de Santo Inácio de Loyola.
– Dia 2: Vaticano, Castelo de Sant’Angelo e Piazza Navona.
– Dia 3: Coliseu, Fórum Romano, Complexo Vittoriano e Trastevere.
Dia 1 em Roma
Nosso plano era começar o dia cedo na Villa Borghese, o terceiro maior parque de Roma, e já emendar com uma visita à Galleria Borghese. Acontece que a galeria é muito concorrida e não conseguimos ingressos com antecedência. Então, o passeio começou pela Piazza del Popolo e a Basílica de Santa Maria del Popolo. Se você já assistiu ao filme Anjos e Demônios, talvez reconheça ambas.
Seguimos para a Piazza di Spagna e a famosa Escadaria de Espanha, que são paradas obrigatórias. A praça é bem grande e lotada, com a Fontana della Barcaccia na base, esculpida em forma de barco afundando em referência a uma cheia histórica do Tibre.

A Fontana di Trevi foi das experiências mais marcantes do roteiro. A fonte é de fato gigante — ela ocupa toda a fachada de um palazzo barroco — mas o que surpreende é chegar de uma ruela estreita e de repente se deparar com ela. No início de 2026, a fonte passou a disponibilizar um ticket pago de 2 euros que oferece acesso aproximado. Vale a pena! Como é um dos pontos turísticos mais famosos da Itália, ela está sempre lotada de turistas. Com esse acesso, você consegue chegar pertinho da fonte – o que rende fotos bem mais legais!
Dali, seguimos até a Igreja de Santo Inácio de Loyola, onde o padre Andrea Pozzo pintou o teto em 1694 com um trompe-l’œil (uma espécie de ilusão de ótica) tão preciso que cria a ilusão completa de uma cúpula com dezenas de metros de altura, sendo que é uma superfície completamente plana. Simplesmente surreal!
O Panteão foi a parada seguinte. O edifício está de pé há quase dois mil anos sem restaurações estruturais significativas e, em seu interior, tem um óculo de quase 9 metros no topo da cúpula, única fonte de luz interna, que projeta um feixe que se move pelas paredes ao longo do dia. Alguns artistas e personalidades estão enterradas ali, como Rafael Sanzio e Vittorio Emanuele II. Como eu já tinha entrado no Panteão em 2016, quando estive na Itália pela primeira vez, apenas vi o monumento por fora.
Dia 2 em Roma
O dia começou bem cedo na região do Vaticano. Chegamos às 8h30 para visitar os Museus do Vaticano (€25 em 2026) — que, inclusive, já tinham uma fila gigantesca, então fica a recomendação de reservar o ingresso com antecedência pelo site oficial. O complexo tem cerca de 7 km de galerias com esculturas gregas e romanas, tapeçarias, mapas do século 16 e as famosas Salas de Rafael, e termina na Capela Sistina. Michelangelo passou quatro anos pintando aquele teto. Não tem como não parar e ficar olhando para cima por um bom tempo.

Depois de visitar os museus, separe um tempinho para conhecer a Basílica de São Pedro (entrada gratuita). O tamanho surpreende mesmo quem já viu fotos: a nave central tem 46 metros de altura e o espaço inteiro comporta até 60 mil pessoas. Logo à direita fica a Pietà de Michelangelo. É possível explorar a cripta da basílica também, onde diversos papas estão enterrados. A basílica fica na Praça de São Pedro, projetada por Bernini com uma colunata oval de 284 colunas.
Saímos do Vaticano no meio da tarde e caminhamos de volta ao centro histórico de Roma. No caminho, passamos pelo Castelo de Sant’Angelo. O complexo começou como um mausoléu do imperador Adriano em 139 d.C., virou fortaleza, depois prisão, e serviu de refúgio secreto para os papas em momentos de crise — conectado ao Vaticano por um corredor elevado, o Passetto di Borgo, que ainda existe. É possível visitar o interior do castelo, mas deixei para uma visita futura.
Por fim, encerramos o dia na Piazza Navona. Ela tem o formato oval porque foi construída diretamente sobre um estádio romano do século I d.C. As paredes das casas ao redor seguem o contorno exato das antigas arquibancadas que cabiam 30 mil pessoas. A Fontana dei Quattro Fiumi de Bernini, no centro, representa os quatro maiores rios do mundo então conhecido: o Nilo, o Ganges, o Danúbio e o Rio da Prata.

Dia 3 em Roma
No terceiro dia, saímos para o circuito do Coliseu, Fórum Romano e Monte Palatino, começando pelo Belvedere Cederna na Via dei Fori Imperiali — um mirante simples que oferece uma vista panorâmica e rende ótimas fotos.
O Coliseu inaugurou em 80 d.C. e ainda está em pé, o que por si só já é absurdo. A arena tem 87,5 metros de comprimento por 55 metros de largura, e o piso original era de madeira coberto de areia, que existia para absorver o sangue dos combates. Hoje parte desse piso foi reconstruída, e olhando para baixo dá para ver o hipogeu, o subsolo do anfiteatro: um labirinto de corredores e câmaras que abrigava jaulas de animais, vestiários para gladiadores e sistemas de elevadores que permitiam entradas na arena.
O ticket custa 18 euros (valor em 2026) e dá acesso ao Coliseu e ao Fórum Romano. Sugiro sempre comprar com antecedência! Inclusive, se der sorte, vale a pena tentar garantir o ingresso que dá acesso ao subterrâneo.

A visita ao Fórum Romano logo em seguida ajuda a entender o contexto: aquele espaço foi o centro político, comercial e social de Roma por séculos. Ali aconteciam as decisões políticas, os julgamentos, as cerimônias religiosas, os discursos públicos e o comércio.
A dica é contratar um guia (se o orçamento permitir) ou fazer pausas para pesquisar curiosidades sobre o local. Com contexto, o passeio muda completamente. O Fórum é inteiramente ao ar livre e não há muita sombra, então sugiro bastante protetor solar, água e boné/chapéu.
Fechamos o dia em uma das regiões mais boêmias e badaladas do momento: Trastevere! O bairro tem aquele clima de vila (ruelas medievais, igrejas históricas, restaurantes com preço justo…) só que dentro da capital. Foi a escolha perfeita para encerrar um dia movimentado, com um belo drink e petiscos.

Informações práticas de Roma
☀️ Melhor época para visitar: A Itália estará cheia em qualquer época do ano, então fugir da superlotação de turistas é praticamente impossível. O inverno não é rigoroso, mas pode chover mais; em compensação, o verão é bem quente! Primavera (abril e maio) e outono (outubro e novembro) são boas opções.
✈️ Como chegar do aeroporto: O Leonardo Express sai de Fiumicino direto para Termini em 35 minutos. O ticket custa 14 euros. É a opção mais prática e sem complicação.
🚆 Como se locomover: O metrô tem duas linhas principais (A e B) e cobre bem os pontos turísticos. O bilhete unitário custa €1,50 e vale 100 minutos nos ônibus também. Usamos para ir ao Vaticano, Coliseu e Trastevere. A cidade também é muito caminhável em sua maior parte, e andar a pé é a melhor forma de explorar suas belezas.
🛌 Hospedagem: Fiquei no Flower Garden Hotel Rome, a 3 minutos a pé da estação República. A fachada não é das mais convidativas, mas o quarto era bem confortável e moderno. Foi um ótimo custo-benefício. Localização excelente para acessar o metrô e se movimentar pela cidade.
🎟️ Ingressos: SEMPRE reserve com antecedência os principais pontos turísticos de Roma. Os Museus do Vaticano, o Coliseu e a Galleria Borghese sempre têm fila e podem estragar o dia se você chegar sem ingresso. A Basílica de São Pedro e a maioria das igrejas são de entrada gratuita.
🍝 Gastronomia: Roma merece um post inteiro só para comida — tem muita coisa boa e muita armadilha para turista. Em breve compartilho meu guia gastronômico pela cidade!

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